Caso Maiara reacende debate sobre alopecia feminina; médico que operou Xuxa explica quando o transplante capilar é indicado
Relato da cantora sertaneja dá visibilidade à alopecia androgenética feminina, condição que afeta cerca de 50% das mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia

O recente depoimento da cantora sertaneja Maiara, 38 anos, da dupla Maiara e Maraisa, voltou a colocar em pauta um tema ainda cercado de tabus: a alopecia androgenética feminina. Ao revelar que convive com a queda de cabelo desde a adolescência, a artista trouxe à tona os impactos emocionais da condição e a importância de buscar tratamento adequado, inclusive para a recuperação da autoestima.
Maiara contou publicamente que, ao longo dos anos, enfrentou baixa autoestima, dificuldade de se olhar no espelho e recorreu ao uso de laces como alternativa estética para se sentir mais confiante. Recentemente, no entanto, a cantora surpreendeu fãs ao aparecer mostrando seu cabelo natural, ainda fino, mas visivelmente em processo de recuperação após tratamentos para a queda capilar.
A alopecia androgenética feminina é uma condição genética e hormonal caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios, principalmente na região do topo e da linha central do couro cabeludo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 50% das mulheres apresentarão algum grau de calvície ao longo da vida.
"O grande desafio da alopecia feminina não é apenas médico, mas também emocional. O cabelo está diretamente ligado à identidade e à autoconfiança da mulher", explica o médico cirurgião Thiago Bianco Leal, responsável por transplantes capilares em personalidades como a apresentadora Xuxa Meneghel.
Segundo o cirurgião, o transplante capilar não é indicado para todos os casos e deve ser avaliado individualmente. "O transplante é recomendado quando a queda está estabilizada, quando há uma área doadora adequada e, quando os tratamentos clínicos isolados já não oferecem a resposta esperada", afirma Bianco, que ressalta "Antes disso, medicamentos, terapias injetáveis e tecnologias de estímulo capilar costumam ser a primeira linha de tratamento em alguns casos."
Entre as técnicas mais modernas está o transplante capilar Follicular Unit Extraction (FUE). O método consiste na retirada individualizada das unidades foliculares da área doadora, geralmente na parte posterior da cabeça, para posterior implantação nas regiões afetadas pela calvície. "É uma técnica minimamente invasiva, sem cicatriz linear. Aplicada com o método exclusivo Thiago Bianco®, eleva esse conceito e visa recuperar a densidade capilar com naturalidade, reforçar a autoestima e ter um menor tempo de recuperação", destaca o médico.
O crescimento da procura feminina pelo procedimento reflete uma mudança de comportamento e maior acesso à informação. De acordo com um levantamento realizado com os novos membros da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS), em 2024 o número de mulheres que recorreram ao transplante capilar como solução definitiva para a queda de cabelo cresceu 16,5% em comparação com 2021.
"O caso da Maiara é importante porque ajuda a normalizar o debate e incentiva outras mulheres a procurarem ajuda. Alopecia tem tratamento, e em muitos casos, é possível recuperar não só os fios, mas também a confiança", conclui Thiago Bianco Leal.
Sobre Thiago Bianco Leal
Médico cirurgião com mais de 17 anos de atuação, Thiago Bianco Leal é graduado em Medicina pela Universidade de Marília e atua exclusivamente na área de transplante capilar. Com experiência em técnicas modernas, já realizou mais de 10 mil procedimentos. Ao longo de sua carreira, foi responsável por diversos procedimentos realizados em figuras públicas como Tom Cavalcante, Roberto Carlos, Lucas Lucco, o empresário Kaká Diniz e a apresentadora Xuxa Meneghel.
