De Tóquio a Barretos: fã japonês cruza o mundo pela segunda vez para ver Clayton & Romário, desta vez no palco principal da Festa do Peão

29/08/2025

Hiroshi, fã japonês que aprendeu português com as músicas da dupla, agora teve encontro especial, proporcionado pela Warner Music Brasil, nos bastidores da maior Festa do Peão da América Latina

A música sertaneja brasileira segue rompendo fronteiras e conquistando novos públicos ao redor do mundo. Prova disso é a história de Hiroshi, um japonês que descobriu Clayton & Romário pela internet, veio ao Brasil após recomendação da IA do Google para assistir ao show da dupla e, desde então, se tornou um fã apaixonado. O encantamento foi tão grande que, além de aprender trechos em português por meio das letras, ele decidiu atravessar o mundo pela segunda vez para assistir a um show dos irmãos goianos de perto.

Desta vez, o destino escolhido não poderia ser mais simbólico: a Festa do Peão de Barretos, maior palco do sertanejo no Brasil. Hiroshi desembarcou no país para acompanhar a apresentação de Clayton & Romário nesta quinta-feira (28), quando os artistas se apresentaram pela terceira vez no palco principal do festival. Para tornar a experiência ainda mais inesquecível, a Warner Music Brasil, gravadora responsável pela carreira da dupla, organizou um encontro exclusivo entre os cantores e o fã.

"Quando recebemos a notícia de que um fã tinha vindo do Japão só para nos assistir, ficamos muito emocionados. Nunca imaginamos que nossas músicas chegariam tão longe, ensinando até alguém a falar português. Isso mostra a força da música sertaneja e como ela conecta culturas", destacam Clayton & Romário.

Do outro lado da história, Hiroshi vive a realização de um sonho. Apaixonado pelo gênero há cerca de dez anos, ele conheceu o sertanejo através de Marcos & Belutti, mas foi com músicas como Morro de Saudade, de Clayton e Romário, que descobriu a potência do gênero. "O jeito alegre como eles cantam me marcou muito. Algumas músicas são românticas, outras cheias de energia. Essa amplitude de sentimentos foi algo que me encantou", conta. Encantado pelo trabalho dos músicos, Hiroshi então perguntou à IA do Google onde poderia assistir a uma apresentação da dupla. A ferramenta sugeriu que ele fosse ao show em São José do Rio Preto, em julho deste ano, quando ele desembarcou pela primeira vez ao Brasil para viver a experiência de ouvir seus ídolos ao vivo, de perto.

A paixão não ficou apenas na escuta: Hiroshi se dedicou a aprender canções inteiras, como Mentes Tão Bem e Desapaixona Eu, e até começou a estudar português. "O que mais me atrai no sertanejo são as melodias cheias de saudade. Sempre existe esse toque nostálgico que me emociona muito", explica.

Sobre sua chegada ao Brasil, ele descreve: "Barretos já superou toda a minha imaginação. Desde que recebi o convite, passei dias tremendo de emoção. Conhecer os artistas pessoalmente é algo impensável no Japão. Hoje aprendi uma frase em português: 'Deus é brasileiro'. E é a pura verdade!".

Para Clayton & Romário, estar no palco principal de Barretos já é um marco na carreira, e a presença de Hiroshi torna o momento ainda mais especial. A história de Hiroshi simboliza a força universal da música e como o sertanejo brasileiro, tão enraizado na cultura nacional, pode emocionar e criar pontes inesperadas ao redor do mundo.

ENTREVISTA COMPLETA HIROSHI

  • Como você descobriu Clayton & Romário? Faz uns 10 anos que eu conheci o sertanejo através de Marcos e Belutti, e a partir daí comecei a ouvir de tudo.
  • Qual foi a primeira música da dupla que você ouviu e o que sentiu? Não lembro exatamente qual foi a primeira música do Clayton e Romário que ouvi, mas foi na época da faixa "Morro de Saudade" que eu tive certeza do quanto eles eram bons. O jeito alegre como cantavam me marcou muito. E em outras músicas, eles eram às vezes românticos, às vezes cheios de energia — essa amplitude de expressão foi algo que achei incrível.
  • Qual foi a primeira música que você aprendeu a cantar em português? Se for só o refrão, foi "Mentes Tão Bem". Mais recentemente, aprendi a cantar "Desapaixona Eu" quase inteira.
  • Você passou a estudar português depois disso? Antes de estudar português, eu cantava só pequenos trechos. Tem várias músicas que eu só sei um pedacinho. Depois comecei a estudar português, mas isso também foi bem recente. A primeira que consegui cantar inteira foi "Desapaixona Eu".
  • O que mais te chama atenção na música sertaneja brasileira? O que mais me atrai no sertanejo são as melodias cheias de saudade. Em qualquer música, sempre existe esse toque melancólico e nostálgico, e eu adoro isso.
  • Como foi a decisão de sair do Japão e vir ao Brasil só para assistir a um show da dupla? Perguntei ao Gemini, que me respondeu que iam cantar no primeiro dia do RCB2025! Estava corrido no trabalho, mas decidi ajustar a agenda de qualquer jeito para conseguir estar presente.
  • Além do show, tem algo no Brasil que você está ansioso para conhecer? Eu amo tanto sertanejo que sinto que uma vida só não é suficiente para aproveitar tudo! Mas como o Brasil é muito maior que o Japão, um dia quero conhecer vários lugares diferentes do país.
  • O que os seus amigos e familiares no Japão acham dessa paixão pelo sertanejo? Conseguiu contagiar alguém da família? Com tudo isso que aconteceu, recomendei para todo mundo! Também contei que o Brasil é um país incrível. Eles ficaram realmente surpresos — muitos nem acreditaram no começo.
  • Você gostaria de aprender a tocar algum instrumento ou até cantar profissionalmente no futuro? Comecei a aprender violão clássico há três anos. Ainda sou iniciante, mas às vezes me arrisco a tocar um pouco de sertanejo. E quero aprender em profundidade o ritmo único que o sertanejo tem.
  • Se pudesse pedir uma música para eles tocarem só para você hoje, qual seria? Minha escolha seria 'Aproveita'.